Poesias


Minha Primeira Vez Foi Assim…

Os raios do sol brilhavam,
Naquela manhã orvalhada,
E ali somente eu e ela,
E não se via mais nada…

Antes já havia tentado,
Às margens de um riacho,
Então prometi a mim mesmo,
Provar que eu era macho…

Escrevi este Poema, em versos e rimas:

Finalmente chegou a vez,
Criei coragem, enfim,
E ela adivinhando,
Foi logo encostando em mim…

Estava ela de quatro,
Suas ancas predispostas,
E eu fui tocando de leve,
Os fartos cabelos nas costas…

A bela relva enfeitava,
Meu sonho de fantasia,
Pois o que estava fazendo,
Era tudo o que mais queria…

De tanta ansiedade eu suava,
Vendo seu corpo esguio,
Então decidi por as mãos,
Sobre seus peitos macios…

Eu estava emudecido,
Diante de tanta ousadia,
E ela bem lentamente,
Suas firmes pernas abria…

A expectativa aumentava,
Curtindo a doce emoção,
De sentir o pulsar dos peitos,
Nos dedos de minha mão…

Foi satisfeito o desejo,
Depois de muito tentar,
Afinal, vi com alegria,
O líquido branco jorrar…

O esforço foi tão grande,
Que quase saio de maca,
Foi assim a primeira vez…
Que tirei leite de uma vaca!

Eu, um brasileiro morando nos Estados Unidos da América, para ajudar no orçamento estou fazendo “bico” de babá… Ao cuidar de uma das meninas uma vez cantei “Boi da cara preta” para ela, antes dela dormir. Ela adorou e essa passou a ser a música que ela sempre pede para eu cantar ao colocá-la para dormir. Antes de adotarmos o “boi, boi, boi” como canção de ninar, a canção que cantávamos (em inglês) dizia algo como:

“Boa noite, linda menina, durma bem.
Sonhos doces venham para você,
Sonhos doces por toda noite”…
(Que lindo, não é mesmo !?)

Eis que um dia Mary Helen me pergunta o que as palavras da música “Boi da cara preta” queriam dizer em Inglês:

“Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega essa menina que tem medo de careta…” (???).

Como eu ia explicar para ela e dizer que, na verdade, a música “Boi da cara preta” era uma ameaça, era algo como “dorme logo, pôxa, senão o boi vem te comer”? Como explicar que eu estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina? (mais…)

Verdes são os dias no meu vale, até que a tempestade me leve as árvores
Tempestades que vêm e vão, que nevam e clareiam
Clareiam os doces dias de minha juventude e iluminam a minha alma
Alma que se espraia por belos campos
Campos que são verdes… Verdes quais os dias no meu vale

Pássaros no jardim cantam alegremente
Melodiosas canções, como as de um anjo benfazejo.
Fecho os olhos e ouço atentamente,
Esperando, assim, que se realize o meu desejo.

Nuvens no céu passam devagar,
Desabrocha uma flor, com o esplendor que ela possui.
Deitado na relva estou a contemplar,
A natureza que, em volta de mim, evolui.

Parado estou, esperando que a inspiração me tome,
Para lhe escrever um poema (ou, talvez, uma opereta).
Faria uma inteira escrevendo só seu nome
Com letras ouro nas asas de uma borboleta.

As nuvens se juntam e ameaça chover,
De meu lugar não saio, nada tenho a temer.
Vejo-a aproximando-se, para o meu dia enternecer
E, com seu brilho, começa a tudo iluminar.

Iluminação esta que afasta a chuva,
E isto o fazes em meu prol.
Seu amor cai em mim como uma luva,
Sem dúvida, és meu raio de sol…

Um poema sobre as estações escrevo agora,
Mas escrever poemas sem pensar em você, não sei.
Posso, entretanto, mesclar os dois; o que faço sem demora,
Comparando-lhe à cada estação, é isso o que farei.

Na primavera, és a suave brisa matutina,
Que me aquece, quebrando a friúra.
Em meio à brisa, posso sentir sua presença feminina,
A qual me inspira e acaba com minha agrura.

No verão és os raios dourados do entardecer,
Colores a atmosfera e deixa o céu rosado.
O pôr do sol se faz, então, e começa a anoitecer,
E de frente para o crepúsculo, sinto mais apaixonado.

No outono és a bruma noturna que anuncia o inverno,
E para nos aquecermos, ficamos juntos e abraçados.
Não há nada que me acalente mais que esse seu abraço terno,
Com ele você me envolve, e estamos afeiçoados.

Chegou o inverno com suas noite frias,
E você é a esperança da primavera que já vem.
A primavera é o renascimento, mas disso já sabias;
Pois em que melhor época poderias vir ao mundo, meu bem?

Começo este poema sem saber o que escrever.
Poderia falar sobre o amor ou a paixão,
Citaria todos os sentimentos contidos em meu coração;
Mas sobre isso já escrevi. Você já deve saber!

A natureza? Sim, quem sabe? Talvez…
Ah, mas aí você diria: Ora André, sobre isso você já fez!
Que coisa! Sobre o que escreveria, então?
No momento não sei. Acho que me falta inspiração.

Mas a inspiração não se cria, recebe-se.
Por isso, é que deve estar tão difícil, percebe?
Já sei! Preciso de alguém que me forneça essa inspiração.
Poderia ser você, e para isso eu precisaria apenas de sua aproximação.

Mas você de mim está tão distante…
Acho que vou parar de escrever, pelo menos por um instante.
Mas e a imaginação? Com ela posso fazer uma tentativa;
Pois você sempre aparece em meus sonhos como uma esplendorosa diva.

Funcionou! Vejo o brilho de seu olhos cintilando como as estrelas,
A paixão toma conta de mim, me permitindo vê-las.
Sinto o aroma da felicidade me rodeando rapidamente,
E é incrível a velocidade com que as palavras surgem em minha mente.

Mas o tempo é curto e tenho que lutar contra as horas,
Mas tenho tempo suficiente para dizer que seus lábios assemelham-se às amoras.
Digo também que seu meigo sorriso me lembra as noites de luar,
E que escrevi estas estrofes sem ter muito o que pensar.

A inspiração veio rápido, bastou em você me concentrar;
Se ao meu lado você estivesse, mais lindo esse poema iria ficar.
Acabou meu tempo, e infelizmente não posso continuar;
Afinal, eu lhe disse que contra as horas tinha que lutar.

Mas não fique triste por causa disso,
Eu vou, mas volto. Pode contar com isso.
Então, me espere sem ansiedade nem dilema,
Pois voltarei a lhe escrever um outro poema.

Qualquer um pode ficar ao seu lado quando você está certo, mas um amigo verdadeiro permanece ao seu lado mesmo quando você está errado…
Um simples amigo se identifica quando ele te liga. Um amigo verdadeiro não precisa, pois vocês conhecem suas vozes.
Um simples amigo inicia uma conversa com um boletim de novidades sobre a própria vida. Um verdadeiro amigo diz: “O que há de novo sobre você?”
Um simples amigo acha que os problemas pelos quais você está se queixando são recentes. Um amigo verdadeiro diz: “Você tem se queixado sobre a mesma coisa pelos últimos quatorze anos. Saia deste marasmo e faça algo sobre isto.”
Um simples amigo nunca o(a) viu chorar. Um verdadeiro amigo tem seus ombros encharcados por tuas lágrimas.
Um simples amigo não sabe o nome dos teus pais. Um verdadeiro amigo tem o telefone deles em sua agenda.
Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para sua festa. Um verdadeiro amigo chega mais cedo para ajudá-lo a cozinhar e fica até mais tarde para ajudá-lo na limpeza.
Um simples amigo odeia quando você liga após ele já ter ido para cama. Um amigo verdadeiro te pergunta porque demorou tanto para ligar.
Um simples amigo procura conversar com você sobre teus problemas. Um amigo verdadeiro procura ajudá-lo a resolver teus problemas.
Um simples amigo fica imaginando sobre tuas histórias românticas. Um verdadeiro amigo poderia chantageá-lo com o que ele sabe.
Um simples amigo, quando o visita, age como um convidado. Um verdadeiro amigo abre tua geladeira e se serve.
Um simples amigo acha que a amizade terminou quando vocês têm uma discussão. Um verdadeiro amigo sabe que não existe uma amizade enquanto vocês ainda não tiveram uma divergência.
Um simples amigo espera que você sempre esteja por perto quando ele precisar. Um verdadeiro amigo espera estar sempre por perto quando você precisar dele.

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