Começo este poema sem saber o que escrever.
Poderia falar sobre o amor ou a paixão,
Citaria todos os sentimentos contidos em meu coração;
Mas sobre isso já escrevi. Você já deve saber!

A natureza? Sim, quem sabe? Talvez…
Ah, mas aí você diria: Ora André, sobre isso você já fez!
Que coisa! Sobre o que escreveria, então?
No momento não sei. Acho que me falta inspiração.

Mas a inspiração não se cria, recebe-se.
Por isso, é que deve estar tão difícil, percebe?
Já sei! Preciso de alguém que me forneça essa inspiração.
Poderia ser você, e para isso eu precisaria apenas de sua aproximação.

Mas você de mim está tão distante…
Acho que vou parar de escrever, pelo menos por um instante.
Mas e a imaginação? Com ela posso fazer uma tentativa;
Pois você sempre aparece em meus sonhos como uma esplendorosa diva.

Funcionou! Vejo o brilho de seu olhos cintilando como as estrelas,
A paixão toma conta de mim, me permitindo vê-las.
Sinto o aroma da felicidade me rodeando rapidamente,
E é incrível a velocidade com que as palavras surgem em minha mente.

Mas o tempo é curto e tenho que lutar contra as horas,
Mas tenho tempo suficiente para dizer que seus lábios assemelham-se às amoras.
Digo também que seu meigo sorriso me lembra as noites de luar,
E que escrevi estas estrofes sem ter muito o que pensar.

A inspiração veio rápido, bastou em você me concentrar;
Se ao meu lado você estivesse, mais lindo esse poema iria ficar.
Acabou meu tempo, e infelizmente não posso continuar;
Afinal, eu lhe disse que contra as horas tinha que lutar.

Mas não fique triste por causa disso,
Eu vou, mas volto. Pode contar com isso.
Então, me espere sem ansiedade nem dilema,
Pois voltarei a lhe escrever um outro poema.

Anúncios