Um poema sobre as estações escrevo agora,
Mas escrever poemas sem pensar em você, não sei.
Posso, entretanto, mesclar os dois; o que faço sem demora,
Comparando-lhe à cada estação, é isso o que farei.

Na primavera, és a suave brisa matutina,
Que me aquece, quebrando a friúra.
Em meio à brisa, posso sentir sua presença feminina,
A qual me inspira e acaba com minha agrura.

No verão és os raios dourados do entardecer,
Colores a atmosfera e deixa o céu rosado.
O pôr do sol se faz, então, e começa a anoitecer,
E de frente para o crepúsculo, sinto mais apaixonado.

No outono és a bruma noturna que anuncia o inverno,
E para nos aquecermos, ficamos juntos e abraçados.
Não há nada que me acalente mais que esse seu abraço terno,
Com ele você me envolve, e estamos afeiçoados.

Chegou o inverno com suas noite frias,
E você é a esperança da primavera que já vem.
A primavera é o renascimento, mas disso já sabias;
Pois em que melhor época poderias vir ao mundo, meu bem?

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