Dê-me a sua virtude, e dela farei
um castelo de areia a beira-mar
Não confias pois no vento, carrasco
da castidade que te tentas
Muito menos despreze as chuvas,
cada gota é o seu passo à perdição

Mas quando a maré alta chegar
Resistirá as ondas?

Dê-me a paz, e dela farei
um grande farol no alto rochedo
Não confias pois na tormenta,
pois esta lhe ofuscará
Muito menos despreze o tempo,
pois este corrói suas fundações

Mas quando a natureza se impor
Resistirá a grande onda?

Dê-me o amor, e dele farei
um belo navio no oceano
Não confias pois na calmaria
é desta que virá a tempestade
Muito menos despreze as correntes,
pois estas te arrastam para o desconhecido

Mas quando estas vem
Todos deixam se levar…

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